Não sou muito fã de regionalismos, porque acho que restringem muito as possibilidades. Por exemplo, a moda do Rio Grande do Norte é representada, claro, pelas rendas. Clássico viajar pra lá e voltar com aquela blusa branca e uma toalha de mesa feitas à mão. Mas não só delas vive a criatividade fashion dessas bandas do Nordeste. A Toli é um bom exemplo disso. Fundada em 1992 em Natal, a grife apresenta uma moda casual e contemporânea, voltada para a mulher jovem. Hoje, tem lojas em 23 cidades de Norte e Nordeste, além de Brasília e São Paulo.
Na primavera-verão 2012, a grife se inspirou no Jardim de Majorelle, em Marrakesh, para fazer as peças da coleção "Luxo e etnia em perfeita harmonia". Destaque para a multiplicidade e intensidade de cores, seguindo a tendência do color blocking, que continua a reinar nos dias de calor.
O universo de flores, cores e linhas inspirou a estamparia da coleção, repleta de flores psicodélicas e tropicais que se unem ao universo das listras (outra supertendência). O animal print de onça, zebra e leopardo ganha cores e dá exotismo a vestidos, saias e tops. O movimento vem em tecidos como viscose, algodão, chiffon e linho, que se contrapõem com os tecidos estruturados, com elastano, para as peças mais justas. O jeans e a alfaiataria colorida complementam a estação, junto com o elegante look safári.
O macacão segue na estação, com influência dos anos 1970, assim como a calça flare. A saia lápis surge como novidade, assim como o mix de shapes e tecidos para os vestidos, que surgem soltos, justos, fluido ou plissado (olha ele aí!). Na cartela de cores, azul royal, coral, acqua, laranja e violeta da arquitetura e natureza do paraíso de Saint-Laurent se juntam ao amarelo, pink e bandeira dos inquietos anos 70 e se fundem aos neutros off-white e camel. E, para arrematar, olhe na foto aí em cima os pés da supertop Fernanda Tavares: anabela com solado de corda, a sandália tem-que-ter do verão!
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Talento de Niterói
Quem me acompanha aqui no blog sabe que eu adoro divulgar as marcas da minha terra, Niterói. Já falei aqui da Tempo 4 (meu xodó), da Thrüston e da estilista Thaís Leão. Agora é a vez de mostrar a Dona Bis, da estilista Renata Botto. Formada pelo Senai/Cetiqt e com passagem pelo Instituto Marangoni, de Milão, Renata começou a carreira desenhando roupas para marcas consagradas. Depois de alguns anos e com a experiência na bagagem, ela apostou na sua grife própria e abriu uma loja na Região Oceânica de Niterói. Hoje tem uma segunda loja, em Icaraí, com uma clima meio de ateliê.
O que gosto no trabalho de Renata é que, além de prezar por tecidos nobres, ela não descuida do corte e do acabamento das roupas. Itens imprescindíveis, não é?
Na coleção outono-inverno, a paleta de cores vem repleta de preto, marrom e tonalidades escuras, com influência retrô e pinceladas contemporâneas. Os designs das peças surgem com a ideologia dos anos 60 e urbanidade com toque minimalista dos anos 90. Ou seja, nada de babados, franzidos e enfeites. A ideia é que o menos é mais. Com roupa seca, sóbria em cor neutra, o minimalismo, forte característica desta coleção, veio mesmo para ficar. Eu, particularmente, me identifico muito com esse estilo (vejam pelos looks do dia no Face).
Fendas, decotes e rendas revelam, estrategicamente, partes de corpo que, somadas aos tons de pele, negro e caramelo, remetem à sensualidade. Os ombros tiveram destaque, mas sem exageros, apenas um leve revival dos anos 80, com aplicações em couro sintético, muita pele e oncinha,em total sintonia com as tendências vistas na passarelas e agora nas vitrines.
As chemises e os trenchs coats vêm em várias versões, com transparências, em tons de pele e pastel, e em comprimento alongado ou curto. Perfeitos para a mulher prática, chique e urbana. Ou seja, quase todas nós.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Talento de São Paulo
Que me desculpe o Rio - e eu amo o Rio - mas São Paulo ainda é a capital da moda brasileira. Natural, né? Pois apresento mais uma grife de Sampa que tem tudo para se tornar conhecida Brasil afora: é a Dominica, marca lançada há apenas um ano que tem como ponto forte as peças de alfaiataria e a camisaria. São peças clássicas, mas com um quê bem contemporâneo.
Um detalhe importante sobre a Dominica é que a marca não terceiriza nenhuma parte da sua produção: todas as etapas são feitas pelos cerca de 130 funcionários em duas fábricas, localizadas em Taboão da Serra. Isso significa que as roupas da Dominica têm corte, caimento e acabamento impecáveis. Coisa difícil de se ver hoje, mesmo em muitas grifes famosas.
Na coleção outono-inverno, a Dominica usou como temática os ares contestadores que povoaram a década de 1960 - com a Nouvelle Vague, Godard, Ciao Manhattan e Jane & Serge Gainsbourgh. Mescle a isso o romantismo de Maria Antonietta, a última rainha francesa. O resultado: muita alfaiataria, rendas, transparências estrategicamente pensadas, malhas com toque de seda e brilho discreto, presente em peças de cetim e com paetês, que podem ser usadas à noite ou de dia. Misturas de opostos, do jeito que eu adoro. Que tal um look meio fetiche chic, com renda, transparência e couro?
Como nosso inverno não é tão intenso, a marca apostou em shorts e na saia lápis. As principais tendências da estação não ficaram de fora: estampas de animais e militarismo. Na cartela de cores, tons mais sóbrios e algumas estampas, como o floral renascentista na seda e pois clássicos. Os casacos aparecem em tecidos mais pesados, com detalhes de pele fake ou de carneiro (outra tendência da estação), e também em modelos mais leves e em pelerines. Os cardigans também foram desenvolvidos em tecidos leves. Calças com corte justo e as tradicionais jaquetas perfecto também dão as caras na coleção.
A loja da Dominica fica no bairro de Pinheiros, mas a marca revende em multimarcas em diversos estados. Para saber onde fica a revendedora mais perto de você, basta acessar o site: http://www.dominica.com.br/
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Moda exclusiva e feminina
Toda mulher que gosta de moda adora também exclusividade. Tem coisa mais chique que uma peça feita especialmente para você, de acordo com o que você deseja e com o caimento perfeito? Se você for daquelas que adoram um ar romântico, a estilista paulistana Juliana Ariza vai realizar todos os seu sonhos. Juliana tem um charmosíssimo ateliê na Vila Madalena. Lá, a cliente tem à disposição um look book com cerca de 70 croquis de vestidos. Depois de escolher o que mais a agradar, a cliente pode fazer alterações na peça, pensando em conjunto com Juliana e com a equipe de estilo da marca. O resultado é uma peça única e com as medidas perfeitas.
A estilista também tem uma linha de prêt-à-porter, em que as peças têm tiragem limitada de cinco unidades.
Da minha parte, gostei muito dos vestidos de festa criados por Juliana. As peças deste post são da coleção de outono-inverno atual, desfilada na última Rio-à-Porter, a feira de negócios do Fashion Rio.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Moda-arte, arte-moda, moda-arte-design

Olhe bem para as fotos deste post: você teria coragem de usar esses sapatos? Ou acha que eles são conceituais demais? Seja qual for a opção, ninguém há de discordar que eles são de uma criatividade imensa. Trabalhos do designer israelense Kobi Levi.

Formado em 2001 pela Bezalel Academy of Art & Design, em Jerusalém, Kobi se especializou em design e confecção de calçados. Assim ele define o seu trabalho: "No meu design artístico de sapatos, o próprio calçado é a minha tela. O gatilho para criar uma nova peça surge quando uma ideia, um conceito e / ou uma imagem vem à mente. A combinação da imagem com o calçado cria um novo híbrido, e o projeto / conceito vem à vida. A peça é uma escultura que se pode usar. Ela está viva, com ou sem o pé".
Não são incríveis?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Formas, delicadeza e feminilidade
Na mesma matéria em que conheci a gracinha da Pitty Rebelo, conheci também outro designer de joias de Niterói que faz um trabalho incrível. É o Stefano di Pastena, que preza pelas linhas orgânicas e por joias contemporâneas.
Stefano começou sua carreira em 1994, quando fez um estágio na cidade de Perugia, na Itália. Lá, ele forjou suas primeiras peças, em ouro, prata e em materiais alternativos, como murano e até latão. O designer diz que procura fugir da rigidez geométrica, ao mesmo tempo em que explora a simetria de formas e movimentos. E que, em seu processo criativo, ele tenta não pensar na joia, seja qual for, pronta. Stefano conta que trabalha livremente nas formas e movimentos para, então, desenvolver as reais possibilidades de execução e uso da peça.
Atualmente, o trabalho de Pastena vem abordando as silhuetas humanas, como os pingentes com figuras de bailarinas, que têm formas harmônicas e equilibradas.
O designer produz suas joias num charmoso ateliê no Jardim Icaraí, onde atende com hora marcada.
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