sexta-feira, 18 de março de 2011

Caminho inverso

Como jornalista, recebo muitos releases, sugestões, e-mails e correspondências todos os dias. Nem sempre dá tempo de analisar tudo com a atenção que eu gostaria. Na maioria das vezes, quando chega um  material e vejo que não diz respeito ao caderno que estou fazendo, passo adiante sem maior dor na consciência. Mas hoje recebi o folder de uma exposição e, por um acaso estando num dia mais tranquilo, decidi dar uma espiada. A expo, chamada "“Com quem você tem bordado?”, é do artista mineiro Rodrigo Mogiz. E fiquei muito contente de ter parado pra ver o material.




Natural de Belo Horizonte , onde vive e trabalha, o artista de 33 anos expressa suas ideias através da milenar arte do bordado. Rodrigo borda sobre folhas de entretela, que, com a sua semitransparência, velam figuras propositalmente escondidas. São camadas como em uma pintura convencional, apesar de o artista também fazer uso da tinta em alguns pontos do trabalho. É um jogo de mostrar e esconder e de criar contrapontos, mas que também propõe que essas figuras estabeleçam suas relações e seus diálogos.



A técnica que Rodrigo utiliza está ligada à moda, ao feminino e ao artesanato doméstico, para representar temáticas não convencionais a esse ato de bordar, como o conflito humano com a sexualidade, a afetividade, a violência. As figuras são retiradas de revistas de moda e tratam da sensualidade de diferentes formas.



As figuras e a temática escolhidas pelo artista, é claro, me chamaram a atenção. Logo pensei no caminho inverso que ele traçou: ver a arte na moda é lugar-comum, mas a moda na arte já nem tanto. Amei a delicadeza do trabalho e sua multiplicidade de significados.


A exposição é gratuita e está na Galeria de Arte Ibeu, na Av. Nossa Senhora de Copacabana 690, 2º andar. A mostra fica em cartaz de 24 de março a 6 de maio, com visitação de segunda a sexta, das 13h às 19h.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Amada prata

Sempre gostei muito mais de prata do que de ouro amarelo. Mais discreta, mais versátil, mais adequada para o dia e para o dia a dia. Pois faz pouco conheci a Pratamada, grife de joias da designer Pitty Rebelo. Em Niterói! Gente, que coisas mais lindas a Pitty cria. Ganhei dela o brinco Torção, uma meia espiral estilizada (esse da foto logo abaixo). E confesso, uso-o semana sim, a outra também.


O brinco Torção dá bem uma ideia do trabalho de Pitty: joias que passam a sensação de movimento. E, na coleção atual da designer, intitulada "Apaixone-se", ela mescla a prata à resina colorida, num efeito super contemporâneo e alegre. As formas de coração dão o tom deste trabalho em aneis, pingentes e brincos.








Pitty se formou fonoaudióloga, mas a primeira oportunidade de trabalho que teve foi na joalheria de Antonio Bernardo, onde passou a ocupar o cargo de gerente da oficina de atendimento ao cliente. No setor, se fazia consertos em peças e encomendas especiais. E assim ela pôde ter contato direto com os ourives e aprendeu todo o processo. Pitty conta que como desde criança sempre teve muita habilidade para trabalhos manuais, achou que conseguiria fazer ela mesma algumas joias. Comprou uma banca de trabalho e começou a produzir
algumas peças em casa. Sorte a nossa, que agora podemos usar as lindas criações dela. Criações, aliás, artesanais, já que a designer não tem uma produção em larga escala.






A Pratamada, por sua vez, nasceu há dois anos, quando Pitty começou a trabalhar exclusivamente com o material. Alguém duvida que esta moça vai longe?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Para mulheres bem "mulherzinhas"





Há menos de um mês fui fazer uma matéria sobre grifes da Barra que estavam participando das feiras de moda. E tive o prazer de conhecer a Giulietta, marca novinha em folha (tem apenas um ano e meio), comandada pelas sócias e estilistas Priscila Barcelos e Rosa Duarte. O estilo das roupas é bastante romântico, prezando sempre ressaltar as formas da mulher, com peças cinturadas e ombros marcados. Ou seja, roupas bem "mulherzinha", no melhor sentido que a palavra pode ter.




Apesar de novata, a Giulietta acaba de fazer sua quarta participação no Fashion Business, realizado hás duas semanas na Marina da Glória, paralelamente ao Fashion Rio. A grife foi uma das escolhidas pela organização para desfilar no evento (olha aí uma prova de que a Giulietta está com tudo e não está prosa) e mostrou a coleção de inverno 2011, que teve como mote a aviação e trouxe estampas de aviões monomotores e corujas.  Nem preciso dizer nada, as fotos deste post falam por si. Um charme só, na minha opinião.






A Giulietta tem sede e showroom na Barrinha e vende suas criações em 56 multimarcas Brasil afora. Infelizmente, nenhuma aqui  no Rio. Mas não precisamos ficar tristes: a marca tem planos de abrir sua primeira loja própria, provavelmente em Ipanema, no início do ano que vem. E, apenas para as amigas, dou com exclusividade o telefone de lá para agendar uma comprinha travestida de visita.  Alguém quer?




segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Repaginada




Comprei uma espadrile há um tempo e, quando minha mãe bateu os olhos nela, disse: "ué, tá de alpargata? Quando eu era criança comprava-se isso no armazém, e era sapato de gente pobre". Pois é, vivendo e aprendendo, descobri que o hit do verão já foi sapato de gente pobre... Pois repaginada e com nome mais interessante, a boa e velha alpargata mostra todo o seu charme em diversas versões: fechadinha, anabela, sapatilha... Para quem ainda não sabe do que falamos, a espadrile é aquele sapatinho cuja sola é feita de cânhamo ou juta. Olhe as fotos, o solado parece feito de corda. E o acabamento geralmente é de pano ou lona. "Ah sim", você deve estar pensando agora. A espadrile está dando as caras nas vitrines de muitas lojas nesta estação. Uma editora do Globo tem uma preta com caveirinhas brancas, feminina e rock´n´roll. Eu amei as da Richards, peep toe e de amarrar no tornozelo. Tem para todos os gostos. E combina com short, bermuda, vestido...




Mas descobri que é em São Paulo que muitas dessas lojas mandam fazer suas espadriles. A fábrica se chama Cervera Alpargateria (www.cervera.com.br) e foi fundada em 1954 pela família Iaconelli, que desejava reproduzir fielmente os calçados feitos na região de Cervera Del Rio Alhama – La Rioja, na Espanha, desde o século XIX.

O legal é que a Cervera também tem produção e algumas lojas próprias (três em São Paulo e uma em Recife). Ah, há também modelos masculinos, pares perfeitos para bermudas de linho ou de algodão. Super chique um passeio na praia assim. Todas as fotos deste post são de modelos da marca.





 
Então, corra para incluir a espadrile no seu armário antes que o verão acabe.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vasculhando o armário da mamãe


Decidi fazer uma limpa no meu armário e descobri um sapato vermelho, do qual eu havia me esquecido completamente. Assim que meu marido o viu, perguntou: "Que sapato bonito é esse que eu nunca vi?". Respondi que ele era da minha mãe e que tinha exatos 21 anos. Pois é, leitores, assim como esse sapato vermelho, outras peças com mais de dez anos habitam o meu armário, a maioria furtada da minha mãe, na maior cara de pau, eu confesso. Moral da história: vasculhar o armário da mamãe (ou da vovó, como fez minha amiga Renata Leal) sempre pode render achados valiosos. Outra lição: pense duas vezes antes de se desfazer de uma peça que você julga estar fora de moda, pois ela pode voltar a ser útil em algum momento. E ainda: peças de boa qualidade muitas vezes são atemporais, e isso vale tanto para a moda quanto para decoração e qualquer outra coisa.


Os scarpins preto e caramelo, por exemplo, poderíamos jurar que acabei de comprá-los, tão atuais são. Já outras, como as carteiras, têm um ar mais datado. O segredo é combiná-las com visuais modernos, assim evitamos que fiquem com aquela cara de "direto do túnel do tempo".  A carteira vermelha não ficaria linda com um jeans bacana e uma camisa branca de botão?






O camisão branco da Elle et Lui, bem largão, ficou super legal com um cinto marcando a cintura (cinto fino, no meu caso, porque meu 1,59m de altura não me permite usar cintos largos. Proporção é sempre o ponto-chave de tudo!). E as casas coloridas dos botões são um charme e fazem o maior sucesso.




E a bolsa pequena marrom escuro, não é perfeita para jantar num restaurante depois do trabalho ou para um passeio no shopping no fim de semana? Ela tem apenas 15 anos!


Para finalizar, não posso deixar de fazer uma homenagem a minha mãe, Maria, que sempre foi uma mulher muito elegante. Há coisas que vêm de berço.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Charmoso, irresistível, indispensável


Estava em mais uma das minhas tentativas de não comprar mais nada durante um tempo. Bem determinada, desta vez. Fui passear em Icaraí, num sábado à tarde, e ao passar na Tavares de Macedo vi uma multimarcas de sapatos chamada Thulee que até então só havia no bairro do Ingá. Não podia deixar de entrar pra ver o que ela oferecia. Já sabia que entre as marcas vendidas estavam Schutz e Sarah Chofakian. Mas a boa surpresa foi saber que e loja também tem produção própria. Olha daqui, olha dali, vi o lindo sapato todo vazadinho. Um charme! Perguntei, era da marca Thulee. Falei ao marido: vou experimentar só pra ver se calça bem... Já era, pessoal. Não resisti ao impulso e levei, é claro. Principalmente porque os modelos, exclusivos, têm numeração limitada. Ou seja, dificilmente você vai encontrar alguém com uma peça igual à sua. Ou seja, se você não levar na hora dificilmente vai achar o objeto de desejo quando voltar à loja uns dias depois.



Não posso enganar a leitora, não foi dos sapatos mais baratos da minha vida. Mas outro argumento que pesa para chamar minha compra de necessidade, e não de consumismo, é que o sapato ainda tem uma sola de borracha antiderrapante e é muito confortável.



Já saí da loja obcecada por usá-lo com uma meia vermelha. Eu não tinha toda razão? Ficou lindo. E combina com calça, saia, vestido, macacão ou (quase) todas as peças que você quiser. Já em casa me lembrei da meia xadrez azul marinho e lilás. Foi ou não foi uma maravilhosa compra emocional?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Qual mulher não ama bolsas?



O título deste post resume tudo: qual mulher não ama bolsas? Estava eu num belo sábado fazendo uma reportagem em São Conrado, na padaria Zero Zen (quem estiver de dieta não pare lá!). Fui entrevistar um simpático casal que tomava o café, eles toparam participar da matéria. Entrevista daqui, conversa dali, já ia me despedindo quando, já nem lembro por que, a moça, chamada Mariana, comentou que faz bolsas. Bolsas de pano e de materiais ecologicamente corretos, porque ela e o marido seguem toda uma filosofia de respeito à vida (ela é professora de ioga). Contei pra ela da minha predileção por moda e do Pano pra quê?. E pedi que ela me mandasse algumas fotos das bolsas. Fiquei enrolada, demorei a abrir meu e-mail, e quando abri estava lá o convite dela pra visualizar um álbum de fotos. Ai, que coisas mais fofas eu vi! Bolsas muito charmosas, de vários tamanhos e para várias ocasiões. Gostei muito da enfeitada com pérolas e com renda, tipo bolsa da vovó. E das coloridíssimas, feitas com chita. Nem vou falar mais nada, as fotos falam por si.



E para comprar, como fazemos? entramos em contato com ela pelo email mnmarx@gmail.com.