domingo, 18 de abril de 2010

Chique e sexy, mulher contemporânea



Há uns dois meses, se não me falha a memória, comentei com meu marido que tinha achado o vestido usado por Patricia Poeta no Fantástico bonito, porque era um vestido de festa, porém discreto. Modelo clássico com um ombro só, em cetim de seda num azul que ficava entre o marinho e o acinzentado, o tal vestido tinha dobraduras grandes no ombro. E de resto era todo liso, com um corte bastante sequinho. Poucos dias depois, uma assessora de imprensa conhecida me contou sobre a loja que tinha acabado de começar a atender, uma grife de Minas que tinha aberto uma loja e um showroom em Ipanema, e uma loja em Niterói. Curiosa,  fui à loja de Niterói conhecer. E qual não foi a minha surpresa ao ver, na vitrine, a foto de Patricia Poeta com o vestido que eu tinha gostado naquele domingo! Por esta felicíssima coincidência conheci a Skunk, marca no mercado desde 1979, que escolheu o Rio para se expandir.



Com a proposta de vestir a mulher contemporânea, independente e sexy (qual de nós não quer ser definida assim?),  a grife tem como carro-chefe os vestidos de festa, feitos especialmente para valorizar o delicado corpo feminino: decotes nas costas, comprimentos bem curtos ou longos e muitos detalhes, como bordados, babados, laços e recortes. Mas ao vasculhar as araras e folhear o catálogo da coleção de inverno, o que mais me agradou foram as saias (a lápis, é claro, não poderia faltar) e casacos, boas releituras com viés contemporâneo de modelos clássicos. Destaque especial para um versátil e lindo casaco em linha (ela é o must-have da estação!), preto e prata, inicialmente comprido, mas que pode ser "dobrado", virando uma casaqueto curto ou mesmo uma espécie de bolero. Muito chique, ele pode ser usado numa produção de festa ou mesmo no dia a dia, com tênis ou bota.



Falando em coleção de inverno, ela foi inspirada em Paris, como vocês já devem ter percebido pelas fotos do post. Trouxe influências dos anos 80, com ombros destacados, silhuetas volumosas e muito brilho. As peças em alfaiataria vêm fortes com blazers, terninhos, vestidos e trench-coats. Para conhecer mais sobre a marca e ver os endereços das lojas, basta acessar o site http://www.skunk.com.br/



quarta-feira, 24 de março de 2010

Rio-à-Porter, parte IV



Para a tristeza da maioria dos habitantes de lá, Minas Gerais não tem praia, como todos sabem. Mas tem moda praia! E moda praia com muita criatividade e qualidade. Falo da Fruto do Mar, grife de Divinópolis (um grande polo de moda do estado, por sinal) que tem apenas dois anos de existência, mas que já vem chamando a atenção de gente importante: a marca participou do Prêt-à-Porter, em Paris, e no último Minas Trend Preview foi selecionada pelo júri do evento para abrir os desfiles individuais. E, é claro, mostrou a que veio na Rio-à-Porter.

A coleção de inverno 2010 se chama Bon Voyage e foi inspirada em diários de viagens, novos destinos turísticos e fins de semana em resorts. Os biquínis e maiôs apresentam um mix de estampas inspiradas na tapeçaria e nos papéis de parede dos hotéis da Provence. A marca tem ainda outras peças, como vestidos e casacos, todos em tecidos mais densos, com cortes mais retos e formas amplas. Na cartela de cores, tons mais fechados, para combinar com o inverno.


Aliás, a parte de vestuário da Fruto do Mar, na minha opinião, dá um show à parte, não se restringindo a peças de saída de praia. Bolsas e acessórios também são cheios de charme, nessa coleção em tamanho máxi, principalmente nos colares. Como minha mãe é mineira, sinto-me muito honrada com a nova safra de talentos e me sinto no direito de brincar: os mineiros fazem e nós desfilamos aqui no litoral. A menos que a passarela seja... uma cachoeira!











Beijos a todos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Rio-à-Porter, parte III


Abrir olhares é sempre importante, em qualquer área e situação. E abrir olhares remete à diversidade. Curtindo muito as infinitas possiblidades que a moda me apresenta, apresento a vocês a King55, grife de São Paulo que, num primeiro olhar (ó ele aí), poderia ser classificada como "moderninha". Não dá pra negar, a galera "moderninha" vai adorar as peças irreverentes e cheias de um quê todo rock'n'roll da marca (rock, aliás, é temática da nova coleção inverno 2010, lançada na última quinta-feira. Falamos dela daqui a pouco), com especial atenção para as camisetas masculinas. Mas... combinadas com peças, digamos, mais clássicas ou caretas, elas fazem um estilo charmoso e, na minha opinião, transgressor, justamente pela parceria de estilos opostos. Nada mais nada menos que o high-low (ou hi-lo), super badalado nas últimas estações, inclusive atualmente.
A nova coleção da King55, cujas fotos fresquinhas você vai conferindo aqui, se chama Wanted e tem como temática central os grandes rock stars. T-shirts estampadas frente e costas mostram ícones como Frank Sinatra, Sid Vicious, Elvis Presley e James Brown fichados como os tradicionais “procurados”. As cores são variadas, mas o curinga é o cinza-mescla.

Criações do estilista Amauri Caliman, os jeans vieram com muitas inovações de modelagens, lavagens tinturadas e marmorizadas em cores como vermelho, preto, turquesa e pink. Além da tradicional modelagem skinny, a marca procurou abrir o leque de opções com modelagens retas  e com o bom e velho blue jeans, desbotado e rasgado.



Na coleção feminina, a alfaiataria, eterna, dá o ar de sua graça, com destaque para a jaqueta Perfectto. O tradicional xadrez vem em cores fortes. E, para não fugir à proposta da marca, uma caveira prateada vem definir a linha classic-rocker.






Agora preciso de uma viagem urgente para São Paulo para visitar a loja-conceito da marca, na Vila Madalena.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Rio-à-Porter, parte II



Tenho um marido muito elegante (modéstia à parte!) e aprendo muito com ele sobre a moda masculina. Duas coisas que ele não dispensa jamais, seja lá qual for o estilo da roupa, são um bom corte e acabamento e um tecido de qualidade, especialmente em se tratando de algodão. De minha parte, observo sempre que as lojas masculinas se dividem entre dois estilos bem distintos: as moderninhas, com roupas mais casuais (muitas até tentam fazer linhas mais sociais, mas pecam nos quesitos citados anteriormente) e as genuinamente sociais, cujo máximo de modernidade costumam ser as camisas polo (agora sem acento, rs). E aí que nos corredores da Rio a Porter acho eu uma loja que se propõe a ser um meio termo entre essas duas vertentes. E o melhor de tudo: uma marca fresquinha, recém-inaugurada! É a Homem Social Club. O que me pareceu ela? Pareceu uma marca que quer atender ao homem jovem, mas não muito jovem, que já tem uma carreira bem sucedida e que precisa estar bem vestido, mas sem ser sisudo nem old fashioned. Trocando em miúdos, ele quer estar elegante, mas sem ficar com a cara do pai ou do avô! Como as mulheres ao fim do dia trocam a sandália baixa por um salto e estão prontas pra sair do escritório direto para a "balada" (como dizem as revistas de moda femininas, todas feitas em Sampa, é claro), o homem da Homem Social Club pode tirar o suéter, dobrar as mangas da camisa e não fará feio no encontro com os amigos. Eu gostei muito do que vi. E que vocês também podem ver nas fotos exclusivas do católogo de inverno da marca que o Pano pra quê? conseguiu. O site da HSC ainda não está no ar. Mas acredito que em breve não só ele, mas lojas da marca pipocarão por aí. Aí vou pedir pro marido fazer uma avaliação mais detalhada e conto pra vocês. Beijos a todos.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Rio-à-Porter, parte I


Leitoras queridas do Pano pra quê?. Antes tarde do que nunca, diz o ditado. Então por isso aqui estou para contar pra vocês o que eu achei de interessante na Rio a Porter, a feira de negócios do Fashion Rio. Gente, aquilo era um mundo, fiquei exausta de andar e não consegui ver tudo. Mas vi algumas coisas muito boas, e uma delas é a Chita Brasil http://www.chitabrasil.com.br/), marca de roupas femininas que me chamou a atenção logo que bati o olho em suas araras repletas de vestidos modernos e jovens, bem cortados e cheios de feminilidade. E essa é bem a proposta desta grife do Paraná, que tem apenas dois anos mas já vem mostrando um estilo bem próprio e bacana. O consultor da marca, Marcelo Tadeu, foi muito atencioso e fez questão de frisar que a mulher que a Chita veste é feminina sem ser vulgar. Para estar bonita e ser sensual, disse ele, não é preciso expor o corpo. Pois eu concordo e amei a proposta da Chita, que tem um estilo um pouco antiguinho, retrô, e ao mesmo tempo totalmente contemporâneo. Por enquanto a marca ainda não possui lojas próprias, mas no site é possível verificar onde encontrar suas peças. Torçamos pra chegarem logo ao Rio. E paro por aqui o meu relato, que as (lindas) fotos falam por si. Em breve novo post com mais coisas garimpadas na Rio a Porter. Bom carnaval a todos!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pezinhos superconfortáveis


Tenho uma princesa chamada Nina que está com quase 2 anos (é em fim de fevereiro o aniversário dela, com direito a pula pula na festa, atendendo ao pedido da própria). E neste curto período já perdi a conta de quantos calçados comprei pra ela! Uma coisa que eu e o pai observamos muito em relação a sapatos para bebês é que muitos deles simplesmente não servem para bebês. Como assim? Como assim que muitos não respeitam a anatomia de um pezinho tão delicado. E estou falando de marcas consagradas, que não cabe aqui citar. Um tênis semelhante a All Star de cano alto, por exemplo. Não entrava no pezinho dela de forma alguma!!! Por mais que tentássemos, foi em vão. Uma sandalinha fofíssima estilo peep toe, com tiras sobre o peito do pé. Só esqueceram que os pezinhos dos bebês muitas vezes são gordinhos também na parte de cima, como o da Nina, e mal ela punha a sandália já estava com os pezinhos todos marcados. E fora outros que eram em materiais muito duros. Muito dinheiro jogado fora e frustração.


Mas felizmente conheci a Tip Toey Joey, marca brasileira fundada há quatro anos pelo australiano Scott McInerney, casado com uma brasileira e pai de uma menina, que só trabalha com couro vegetal extremamente macio e "respirável" e cujos sapatinhos têm vários detalhes fundamentais que os fazem 100% confortáveis e seguros para os pequenos (é tão macio que dá pra dobrar o sapatinho ao meio sem esforço). Que detalhes? Por exemplo, a troca do cadarço convencional, que os bebês teimam em desamarrar, por um de elástico, que também se ajusta ao pé de cada criança; uma sola antiderrapante; e um sistema de elástico no calcanhar, que facilita sobremaneira o trabalho dos pais na hora de colocar o sapato, mas que é difícil para os bebês conseguirem tirá-lo. Não bastasse tudo isso, os sapatinhos da Tip Toey Joey são modernos e lindos! Vale a pena o investimento, afinal, quem não quer ver seu bem mais precioso confortável e seguro?


A marca tem as linhas Bebê, com numeração entre 15 e 22, que calça a criança durante seu primeiro ano de vida, e a Junior, feita até o número 29, que calça crianças até cinco anos de idade. E está em 400 pontos de venda no Brasil e 315 no exterior, em países como EUA, Inglaterra, França, Austrália e Canadá. A recém lançada coleção de inverno, chamada "Any Season", vem repleta de botas, sandálias e sapatilhas.


E, para finalizar, admito, Nina já é uma pequena fashion baby.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


Quem está por dentro do "mundinho fashion" certamente a conhece (ela está não raro em editoriais de revistas conceituadas, como a Vogue brasileira, e tem prêmios por seu trabalho). Mas, como fora deste pequeno universo há também quem gosta de ver coisas bacanas em termos de moda, aqui lá vamos nós apresentar a Mary Design. Eu a descobri em julho passado, na loja da Faven, em Belo Horizonte (pra quem não se lembra, tem post de agosto sobre a Faven). E, é claro, me apaixonei pelos braceletes, colares, brincos e pulseiras desta grife de acessórios que é a cara do Brasil.


A história de Mary Figueiredo, responsável por estes lindos enfeites, começou quando ela ainda era muito jovem, no Vale do Jequitinhonha, e não tinha onde comprar essas coisas. Como ela diz em seu site (http://www.marydesign.com.br/), "Lá no Vale do Jequitinhonha era assim, o que você queria e não tinha você fazia, inventava! Assim fui crescendo, inventando moda, transformando o que estivesse à mão no necessário. Modificando pequenos objetos, muitas vezes desprezíveis, em preciosas coisas banais. Descobri desde cedo que as bijus poderiam ser uma boa forma de conversar com as mulheres e que além de adorno elas poderiam ser veículo". E foi assim que Mary escreveu poesia nas contas dos colares.


A coleção verão 2010 se chama "No Meio do Caminho tem uma Árvore" e faz uma homenagem a Frans Krajcberg, pintor, escultor e fotógrafo nascido na Polônia e naturalizado brasileiro, cuja obra reflete a paisagem brasileira, em particular a floresta amazônica. Então olhem a foto das pulseiras logo no início do post. Não tem tudo a ver?